Mulheres em construção

Mulher na Construção

Participação da mulher na economia

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), entre os anos 2002 e 2012 a participação feminina na área da construção civil aumentou 65%. O crescimento anual médio de 20% de participação de mulheres deve-se ao intenso desenvolvimento da construção civil e correspondente demanda por mão de obra qualificada. A explosão da construção civil influenciou o crescimento na oferta de capacitação profissional para mulheres. O aumento de trabalhadores mais qualificados  influencia no crescimento da oferta de trabalho, melhores salários, mais segurança e expansão de  benefícios. Atualmente, construtoras, empreiteiras  e empresas atuando na área estão interessadas  em expandir a mão de obra feminina nos canteiros de obra pelo diferencial que as mulheres incorporam ao trabalho. Em geral, mulheres  não usam álcool ou drogas, são detalhistas e põe atenção especial ao desenvolvimento e  complemento das tarefas. 

Distribuição de empregos por atividade e gênero – Região Metropolitana de Porto Alegre – 2012 

Setor    Mulheres(%)   Homens(%)   Distribuição setorial (%)
Indústria    13,4   22,0   17,7
Comércio    19,2   20,8   19,9
Serviços    66,6   45,0   55,4
Construção  Civil    0,8   12,2   7,00
Total   100%   100%   100%

 

Contratação de Trabalhadores na Construção Civil  – Região Metropolitana de Porto Alegre

Construção Civil    Mulheres   Homens   Total
2001    2.902   34.783   37.685
2011    6.047   64.104   70.154
% de Crescimento    108%   84%   86%

 

Estimativa de empregabilidade na construção civil

Antes da qualificação profissional, as mulheres se encontravam desempregadas ou subsistiam de pequenos “bicos”, exercendo funções, por exemplo,  de faxineira ou de recicladora. Essas atividades geram ganhos mensais abaixo do salário mínimo, R$ R$ 724,00.

Mulheres que terminam os cursos são encaminhadas ao mercado de trabalho diretamente ou  por intermédio do  Sindicato da Indústria da Construção Civil – Sinduscon. Cerca de 40% das participantes aceitam a oferta de trabalho antes de completar o curso.  32% das graduadas são inseridas no mercado de trabalho em regime formal e 28% trabalham de forma autônoma. Trabalhando com carteira assinada, as mulheres ganham até R$1.000,00 mensais. Trabalhando de forma autônoma, as mulheres chegam a ganhar R$1.500,00 semanais.